CR& ENERGIA | Energia Elétrica, Resíduos e Biogás/Biometano

Escrito por
Yuri Schmitke
Yuri Schmitke

1) O governo emite regulamentações para SAF (Combustíveis Sustentáveis ​​de Aeronaves), CCUS (Captura, Utilização e Armazenamento de Carbono) e hidrogênio de baixo carbono.

Em agosto, o Governo Federal publicou três decretos há muito aguardados pelo mercado para regulamentar pilares importantes da agenda de transição energética, nomeadamente o Combustível de Aviação Sustentável (SAF), as atividades de captura, transporte por gasoduto e armazenamento geológico de dióxido de carbono (CCUS/CCS) e o hidrogênio de baixo carbono.

O Decreto nº 13,094/2026 regulamenta o Programa Nacional de Combustível Sustentável para Aviação (ProBioQAV), previsto na Lei do Combustível do Futuro. A norma regulamenta aspectos relacionados à produção, certificação, comercialização, rastreabilidade e uso do Combustível Sustentável para Aviação (SAF), e também aborda o Certificado de Sustentabilidade do Combustível Sustentável para Aviação (CS-SAF), instrumento criado para comprovar os atributos ambientais do combustível.

O Decreto nº 13,095/2026 estabelece diretrizes para as atividades de captura, transporte por dutos e armazenamento geológico de dióxido de carbono no Brasil. A norma confere à ANP a competência para licenciar e fiscalizar essas atividades e prevê a elaboração, pelo Ministério de Minas e Energia, com o apoio da EPE, de um plano indicativo de infraestrutura para captura, transporte e armazenamento geológico de CO₂. A regulamentação cria uma base legal para projetos de descarbonização industrial e para a estruturação de polos de infraestrutura de carbono compartilhada.

O Decreto nº 13,096/2026, por sua vez, regulamenta a Política Nacional de Hidrogênio de Baixo Carbono, o Regime Especial de Incentivos para a Produção de Hidrogênio de Baixo Carbono (Rehidro) e o Programa de Desenvolvimento de Hidrogênio de Baixo Carbono (PHBC). O texto aborda governança, certificação, incentivos fiscais, conteúdo local, investimento mínimo em pesquisa, desenvolvimento e inovação, e as condições para qualificação de projetos.

O pacote regulatório reduz incertezas significativas para o investimento em cadeias de baixo carbono e espera-se que dê origem a uma agenda regulatória complementar nos próximos meses, particularmente perante a ANP, ANAC, CCEE e Inmetro. Para os participantes do setor, os próximos pontos de atenção serão a regulamentação secundária, os critérios de certificação, a interoperabilidade entre os certificados ambientais, a elegibilidade para incentivos fiscais e a criação de demanda suficiente para viabilizar os projetos em larga escala.

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2) A EPE regista um número recorde de projetos inscritos nos leilões de armazenamento de baterias.

A EPE concluiu o cadastro de projetos interessados ​​nos Leilões de Reserva de Capacidade na forma de sistemas de armazenamento de energia em baterias. Foram cadastrados 6,091 projetos, totalizando 296,807 MW de capacidade, o maior volume de participação já registrado em leilões no setor elétrico brasileiro.

O número expressivo de projetos indica um forte apetite do mercado pela inclusão de sistemas de armazenamento na matriz elétrica. Mesmo assim, o volume registrado não corresponde aos projetos efetivamente elegíveis para participar dos leilões, uma vez que estes passarão por análise técnica e qualificação pela EPE antes das etapas subsequentes. Essa etapa consolida o progresso do primeiro ciclo de contratação de sistemas de armazenamento em larga escala no Brasil.

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3) A substituição de ônibus a diesel por modelos movidos a biometano poderia mobilizar até R$ 69 bilhões

Uma estimativa da ABREN indica que a substituição de ônibus urbanos movidos a diesel por veículos movidos a biometano poderia mobilizar até R$ 69 bilhões em investimentos no Brasil. O valor leva em consideração a aquisição de novos ônibus, a construção de usinas de produção de biogás e biometano e a expansão da infraestrutura necessária para atender à demanda adicional por esse combustível renovável.

O cálculo baseia-se em dois cenários. Num cenário conservador, a substituição de 20,000 ônibus nas maiores cidades do país exigiria um investimento em veículos entre R$ 27 bilhões e R$ 36 bilhões. Num cenário mais ambicioso, com a substituição de 30,000 ônibus, o investimento em veículos poderia variar entre R$ 40.5 bilhões e R$ 54 bilhões. Além disso, a expansão da oferta de biogás e biometano exigiria um investimento adicional estimado entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões em novas usinas.

Nosso parceiro, Yuri Schmitke, observou que o aumento da oferta de biometano exigiria um amplo programa de financiamento para novas usinas. Esse crédito poderia ser garantido por contratos de compra de biometano de longo prazo, de até 30 anos, a baixo custo. A estruturação de um programa nacional de substituição de ônibus e a integração de políticas públicas, envolvendo os Ministérios das Cidades, de Minas e Energia e do Meio Ambiente, também poderiam viabilizar o uso de instrumentos como linhas de crédito verde, taxas de juros subsidiadas e recursos do Fundo Climático e do BNDES.

A proposta interliga mobilidade urbana, gestão de resíduos, saneamento e descarbonização. A sua implementação dependerá da implantação coordenada de centrais, redes de distribuição e pontos de abastecimento, bem como da coordenação com municípios, operadores de transportes, fabricantes, financiadores e produtores de biometano.

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4) Espera-se que a CNPE considere a criação de um grupo de trabalho sobre valorização energética de resíduos.

O Ministério de Minas e Energia incluiu na pauta da reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), agendada para 2 de setembro de 2026, a criação de um grupo de trabalho sobre valorização energética de resíduos. A iniciativa sinaliza um esforço para coordenar as políticas públicas existentes e abordar os obstáculos regulatórios, econômicos e institucionais que ainda dificultam o uso de resíduos como fonte de energia.

A inclusão do tema responde a uma solicitação da ABREN ao MME. Em carta enviada em 12 de agosto à Secretária Nacional de Transição Energética e Planejamento, Mariana Espécie, a associação propôs a criação de um grupo de trabalho do CNPE sobre recuperação energética de resíduos. As responsabilidades sugeridas incluem a definição das condições de participação da fonte de resíduos sólidos urbanos em leilões de energias novas e de reserva, a inclusão da fonte nos estudos de PDE e PNE, a harmonização do tratamento regulatório perante a ANEEL, ANP, ANA e outros órgãos do setor, a metodologia para contabilização das emissões de metano evitadas e a estruturação de linhas de financiamento adequadas a projetos de longo prazo.

Nosso parceiro, Yuri Schmitke, observou que a jurisdição transversal é hoje o principal obstáculo à implementação desses projetos, visto que cada órgão detém parte da autoridade necessária, mas não existe um fórum coordenador único capaz de destravar a regulamentação, o licenciamento, a contratação de energia e o financiamento de forma coordenada e simultânea. A possível criação do grupo de trabalho poderia abrir caminho para uma maior integração entre as políticas energéticas, climáticas, de saneamento, de resíduos sólidos, o mercado de carbono e o financiamento público.

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5) Artigo no Valor Econômico defende a integração da reciclagem, compostagem, biodigestão e recuperação de energia.

Em um artigo publicado no Valor Econômico, nosso parceiro, Yuri Schmitke, argumentou que o Brasil não deve tratar a reciclagem, a compostagem, a biodigestão e a recuperação energética de resíduos como alternativas mutuamente exclusivas. A tese central é que o país deve adotar todas essas vias de forma integrada, reservando a recuperação energética para a fração de resíduos que não apresenta viabilidade técnica ou econômica para reutilização, reciclagem ou recuperação biológica.

O artigo refuta a noção de que as usinas de valorização energética de resíduos competiriam com a reciclagem. Segundo o texto, a Política Nacional de Resíduos Sólidos já prevê a recuperação energética apenas para a fração que não pode ser reutilizada por meio de rotas prioritárias, preservando o caráter obrigatório da coleta seletiva, triagem e recuperação de materiais. A mesma lógica se aplica à fração orgânica, visto que, onde a segregação na fonte, a compostagem ou a biodigestão são viáveis, essas alternativas devem ser incentivadas, principalmente porque os resíduos orgânicos possuem alto teor de umidade e reduzem a eficiência energética das usinas.

Nosso parceiro também enfatizou que a comparação adequada para a recuperação de energia não é com a geração solar ou eólica, mas sim com o aterro sanitário. Nessa perspectiva, a tecnologia deve ser analisada como uma infraestrutura sanitária que gera energia como subproduto, reduz as emissões fugitivas de metano, alivia a pressão por novas áreas de disposição final, diminui o risco de contaminação do solo e da água e permite a geração estável de eletricidade ou vapor industrial.

O artigo também observa que países como Alemanha, Dinamarca, Suécia, Áustria e Holanda combinam altas taxas de reciclagem com extensa infraestrutura de recuperação de energia, praticamente eliminando o descarte de resíduos em aterros sanitários. Para o Brasil, a conclusão prática é que cada tonelada de resíduo que não é recuperada para geração de energia tende a permanecer como fonte de metano em aterros sanitários ou lixões a céu aberto.

https://valor.globo.com/opiniao/coluna/residuos-gerar-energia-limpa-ou-gerar-metano.ghtml

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6) ANEEL aprova transferência preliminar de R$ 5.48 bilhões para redução de tarifas no Norte e Nordeste.

A ANEEL aprovou o efeito da Tarifa Limite Balanceada de 6.53% e a distribuição preliminar de R$ 5.48 bilhões às distribuidoras das regiões de Sudam e Sudene. Os recursos provêm da renegociação da Tarifa de Uso de Ativo Público das usinas hidrelétricas e serão utilizados para reduzir as tarifas para os consumidores do mercado regulado nas regiões Norte e Nordeste.

A medida dá efeito a um mecanismo de alívio tarifário previsto na Lei nº 15,235/2025, através da injeção de recursos na Conta de Desenvolvimento Energético. Este ponto merece acompanhamento, pois envolve a redistribuição de recursos do setor, a moderação tarifária regional e os efeitos na estrutura dos encargos suportados pelos consumidores.

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7) ANEEL mantém procedimento que recomenda a cassação da concessão da Enel São Paulo

O Conselho da ANEEL negou o pedido da Enel Distribuição São Paulo para suspender o processo de recomendação de rescisão do contrato de concessão. Com essa decisão, a revisão que pode resultar em recomendação ao Ministério de Minas e Energia para a rescisão do contrato de concessão permanece em andamento.

O processo decorre da avaliação da Agência sobre as falhas no restabelecimento do fornecimento de energia elétrica após eventos climáticos extremos em 2023, 2024 e 2025, que afetaram milhões de consumidores em municípios da região metropolitana de São Paulo. A discussão vai além do caso específico da distribuidora e provavelmente influenciará o padrão regulatório para resiliência, planos de contingência, mobilização de equipes e qualidade do serviço durante eventos severos.

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8) ANEEL mantém a bandeira tarifária amarela em agosto

A ANEEL manteve a sinalização tarifária amarela para agosto de 2026, repetindo o cenário observado em maio, junho e julho. Consequentemente, a cobrança adicional de R$ 1.885 por cada 100 kWh consumidos permanece em vigor.

A manutenção da bandeira no local reflete condições de geração menos favoráveis ​​durante a estação seca, com níveis mais baixos nos reservatórios hidrelétricos e maior necessidade de acionamento de usinas termelétricas. O sinal tarifário mantém uma pressão moderada sobre os consumidores e reforça a importância da gestão da demanda e da eficiência energética no curto prazo.

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9) ANEEL aprova a segunda fase do Leilão de Transmissão nº 1/2026

A ANEEL aprovou o resultado e adjudica os lotes 7 a 10 da segunda etapa do Leilão de Transmissão nº 1/2026. O leilão, realizado em 3 de julho no B3, contratou concessões de serviços públicos de transmissão com projetos localizados em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

A aprovação representa uma etapa essencial para a assinatura dos contratos e a implementação dos projetos, reforçando a expansão da infraestrutura de transmissão necessária para o fornecimento de energia, a integração regional e a garantia da confiabilidade do Sistema Nacional Interligado.

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10) O consumo de energia cresce 7% na primeira quinzena de agosto.

O CCEE informou que o consumo de energia no Sistema Nacional Interligado cresceu 7.0% na primeira quinzena de agosto de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. O Mercado Regulado registrou um aumento de 10.1%, enquanto o Mercado Livre cresceu 3.1%.

O comportamento da demanda deve ser monitorado em conjunto com a estação seca e a continuidade do alerta amarelo. A combinação de maior consumo, restrições hidrológicas e a necessidade de recursos de capacidade e flexibilidade pode pressionar os custos de geração e reforçar o papel central dos debates sobre armazenamento, contratos de capacidade e expansão da transmissão.

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11) ANEEL discute os impactos do Super El Niño e a resiliência do setor elétrico.

A ANEEL realizou uma reunião para discutir os impactos do Super El Niño e as formas de fortalecer a resiliência do setor elétrico diante de eventos climáticos extremos. O encontro reuniu representantes do governo, pesquisadores e participantes da indústria para abordar os efeitos das mudanças climáticas no Sistema Elétrico Nacional.

O debate reforça a tendência de incorporar a resiliência climática como uma variável regulatória. Para distribuidoras, empresas de transmissão e geradoras, o tema provavelmente afetará o planejamento de investimentos, os padrões de qualidade, a supervisão, os planos de contingência e a avaliação de desempenho em situações de emergência.

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12) O Atlas da Transição Energética Brasileira 2026 mapeia 425 iniciativas em nível estadual.

O Ministério de Minas e Energia publicou a edição de 2026 do Atlas da Transição Energética Brasileira – Panorama Estadual, elaborado em parceria com a EPE. A ferramenta reúne informações sobre políticas públicas, legislação, projetos e pontos fortes regionais relacionados à transição energética, tendo 2025 como ano-base.

O Atlas mapeou 425 iniciativas em todo o país e está organizado em dois eixos: o eixo Executivo, com políticas públicas registradas pelos estados, e o eixo Regulatório, com leis, decretos e portarias estaduais. Entre as fontes presentes nas iniciativas estaduais, a energia solar permanece a mais recorrente, seguida por hidrogênio, biogás e biometano. O material pode subsidiar decisões de planejamento, priorização de investimentos e a coordenação federal da transição energética.

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13) A EPE divulga o Panorama dos Biocombustíveis para 2025, com foco no biometano.

A EPE divulgou o Panorama dos Biocombustíveis – Ano Base 2025, uma nota técnica que consolida os principais desenvolvimentos, tendências e indicadores do mercado brasileiro de combustíveis renováveis. A publicação reúne análises sobre etanol, biodiesel, bioeletricidade, biogás, políticas públicas e o cenário internacional dos biocombustíveis.

O biometano recebeu atenção especial na publicação, no contexto dos avanços regulatórios do Programa Nacional de Descarbonização dos Produtores e Importadores de Gás Natural e dos Incentivos ao Biometano. A consolidação dos dados do setor pela EPE contribui para reduzir a assimetria de informações e subsidiar decisões sobre planejamento energético, financiamento e expansão do fornecimento de combustíveis renováveis.

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14) O plano setorial prevê investimentos de R$ 216 bilhões em biogás e biometano até 2035.

A ABiogás apresentou um plano para o desenvolvimento dos setores de biogás e biometano, projetando a mobilização de R$ 216 bilhões em investimentos privados até 2035. O plano estima ainda R$ 57 bilhões por ano em receita adicional, o potencial para a criação de mais de 251,000 mil empregos diretos e a substituição de R$ 42 bilhões por ano em importações, tudo condicionado à implementação de medidas para ampliar a produção e o uso desses gases renováveis.

A agenda reforça o esforço para posicionar o biogás e o biometano como instrumentos simultâneos de segurança energética, descarbonização, aproveitamento de resíduos e redução da dependência de combustíveis e insumos importados. A eficácia dessas projeções dependerá da consolidação da demanda, do progresso na iniciativa CGOB, da infraestrutura de distribuição, do tratamento tributário adequado e da coordenação entre os setores de gás, saneamento, resíduos, agronegócio e transporte.

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15) O livro sobre segurança e transição energética inclui um capítulo sobre valorização energética de resíduos.

A Synergia Editora lançou o livro “Segurança e Transição Energética – A Evolução da Energia – Volume V”, que reúne contribuições de especialistas sobre os desafios e as oportunidades da transição energética. Dentre os capítulos, destaca-se o texto “Recuperação Energética de Resíduos Sólidos Urbanos: Fundamentos Técnicos, Benefícios Climáticos e Perspectivas para a Gestão Integrada de Resíduos”, escrito por nosso parceiro, Yuri Schmitke, presidente executivo da ABREN e presidente da WtERT Brasil.

Este capítulo aborda os fundamentos técnicos da recuperação de energia a partir de resíduos sólidos urbanos, seus benefícios climáticos, sua contribuição para a redução das emissões de gases de efeito estufa e seu papel na geração de energia renovável. A publicação também posiciona a recuperação de energia como uma tecnologia complementar à reciclagem, compostagem e biodigestão, dentro de uma estratégia integrada de gestão de resíduos.

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