1) ANEEL mantém a bandeira tarifária amarela para julho de 2026.
A ANEEL manteve a sinalização tarifária amarela para julho de 2026. Consequentemente, a cobrança adicional de R$ 1.885 por 100 kWh consumidos permanece em vigor.
A manutenção da bandeira amarela deve-se às condições de geração menos favoráveis, típicas da estação seca, com níveis decrescentes nos reservatórios hidroelétricos e a necessidade de acionar as centrais termoelétricas. O sinal tarifário mantém a pressão de curto prazo sobre os consumidores e reforça a importância das medidas de eficiência energética e da gestão do consumo.
2) A segunda fase do Leilão de Transmissões nº 1/2026 arremata todos os lotes oferecidos.
Em 3 de julho de 2026, foi realizada a segunda sessão pública do Leilão de Transmissão nº 1/2026 no B3, em São Paulo. A etapa abrangeu os lotes restantes do leilão e resultou na adjudicação de concessões de transmissão para instalações localizadas nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
A adjudicação integral dos lotes reforça a expansão contínua da infraestrutura de transmissão, necessária para aumentar a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional, viabilizar a transmissão de energia proveniente de novas fontes de geração e reduzir os gargalos regionais. Em 24 de julho, a ANEEL também anunciou a qualificação das empresas participantes da segunda sessão pública, etapa preparatória para a finalização dos contratos de concessão.
3) A EPE e o ONS divulgam os critérios técnicos para os leilões de armazenamento de energia em baterias.
A EPE e o ONS divulgaram uma nota técnica que define a metodologia, as premissas e os critérios para determinar a capacidade remanescente do Sistema Nacional Interligado associada à conexão de novos sistemas de armazenamento de energia em baterias. O documento aplica-se aos leilões de reserva de capacidade de 2026 focados em armazenamento de energia, incluindo a modalidade que exige conteúdo nacional.
O estabelecimento desses critérios reduz a incerteza para desenvolvedores e financiadores, principalmente em relação à capacidade de transmissão e aos pontos de conexão adequados para a implantação de projetos. Esse avanço técnico complementa a agenda regulatória para armazenamento de energia, criando condições para que as baterias participem de forma estruturada na aquisição de energia e na flexibilidade do sistema elétrico.
4) A EPE publica diretrizes para o registro de projetos no âmbito do LRCAP Storage 2026.
A EPE publicou diretrizes para o registro de projetos interessados nos Leilões de Reserva de Capacidade na forma de sistemas de armazenamento de energia em baterias. Os desenvolvedores devem registrar seus projetos no Sistema AEGE e submeter a documentação necessária para a qualificação técnica até 31 de julho de 2026.
O cadastro representa um passo prático na implementação do primeiro ciclo de licitações do Brasil para armazenamento de energia em baterias. A resposta do mercado a esta chamada permitirá avaliar a maturidade dos projetos, suas localizações e a capacidade da tecnologia de contribuir para a confiabilidade, a flexibilidade operacional e a integração de fontes de energia renováveis variáveis.
5) O governo aprova o Plano Decenal de Expansão Energética para 2035.
Em 2 de julho de 2026, foi aprovada a versão final do Plano Decenal de Expansão Energética 2035 (PDE 2035), o principal instrumento de planejamento energético de médio prazo do país. O plano incorpora temas como uma transição energética justa e inclusiva, o combate à pobreza energética, a adaptação às mudanças climáticas e o aumento da resiliência dos sistemas energéticos.
O PDE 2035 estabelece diretrizes para a expansão do fornecimento de energia nos próximos dez anos e deverá orientar as decisões de investimento, aquisição e planejamento setorial. O documento também reforça a necessidade de coordenação entre geração, transmissão, armazenamento, combustíveis renováveis e segurança do abastecimento.
6) ANEEL inicia a segunda fase da consulta pública sobre medidores de eletricidade.
De 1º de julho a 14 de agosto de 2026, a ANEEL abriu a segunda fase da Consulta Pública nº 1/2026 para debater os requisitos mínimos para medidores de energia elétrica. A iniciativa aborda a modernização dos sistemas de medição, tema diretamente associado à digitalização da rede, à melhoria da qualidade dos dados de consumo e à evolução dos serviços prestados aos consumidores.
A adoção de requisitos mínimos de medição pode afetar empresas de distribuição, consumidores e prestadores de serviços, particularmente em áreas como leitura remota de medidores, gestão de perdas, qualidade do fornecimento, faturamento e a futura integração de estruturas tarifárias mais sofisticadas. A consulta também aborda a abertura gradual do mercado de eletricidade e a necessidade de sistemas de medição mais robustos para suportar uma maior participação do consumidor na gestão de energia.
7) A CCEE reporta um aumento de 5% no consumo de eletricidade na primeira quinzena de julho.
A CCEE informou que o consumo de eletricidade no Sistema Interligado Nacional aumentou 5% na primeira quinzena de julho de 2026 em comparação com o período de referência. No Ambiente de Contratação Regulamentada, o consumo aumentou 7.6%, enquanto no Ambiente de Contratação Livre registrou-se um aumento de 1.7%.
Os dados indicam uma recuperação de curto prazo na demanda e devem ser monitorados em conjunto com a estação seca, a continuidade da tarifa reduzida e os custos de geração. As tendências de consumo também afetam as projeções de aquisição, a exposição das distribuidoras, a formação de preços e a necessidade de recursos adicionais de energia e flexibilidade.
8) O Ministério de Minas e Energia reforça o papel do biometano na conversão de resíduos em energia.
Em julho, o Ministério de Minas e Energia destacou o biometano como uma alternativa para a conversão de resíduos agrícolas, da indústria açucareira e urbanos em energia. A produção desse combustível renovável utiliza resíduos orgânicos e pode gerar biometano, biofertilizantes e outros subprodutos, fortalecendo a integração da gestão de resíduos, saneamento, agronegócio e descarbonização.
O tema está ganhando importância no contexto da regulamentação do mandato do biometano e do desenvolvimento do Certificado de Garantia de Origem do Biometano (CGOB). A consolidação dessa cadeia de valor dependerá de oferta suficiente, rastreabilidade, infraestrutura de distribuição, capacidade de certificação e previsibilidade regulatória para produtores, consumidores e financiadores.
9) A ANP conclui a fase de consulta pública sobre os procedimentos de certificação da CGOB.
Em julho, encerrou-se o período de consulta pública para as informações técnicas da ANP sobre os procedimentos de certificação aplicáveis aos produtores e importadores de biometano, destinados à emissão do Certificado de Garantia de Origem do Biometano (CGOB), bem como ao acompanhamento e renovação da certificação.
A definição desses procedimentos é essencial para garantir a rastreabilidade e a credibilidade no mercado de biometano. O CGOB será um instrumento importante para demonstrar metas individuais, estabelecer os atributos ambientais que fundamentam os contratos e, potencialmente, integrar-se a outros certificados de atributos ambientais, sujeito a regras destinadas a evitar a dupla contagem.
10) MDIC participa de nova fase de projeto de economia circular e reciclagem de plástico em Recife
Em julho, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) participou de um marco relacionado à segunda fase de um projeto que visa transformar o sistema de coleta seletiva, reciclagem de plásticos e gestão de resíduos sólidos urbanos em Recife. A iniciativa envolve cooperação técnica e integra a agenda nacional de economia circular, com foco na redução de resíduos, recuperação de materiais e aumento da eficiência nos sistemas de gestão de resíduos urbanos.
Essa experiência pode servir de referência para políticas municipais de reciclagem e modelos de cooperação que envolvam autoridades públicas, o setor privado e organizações da cadeia de valor da gestão de resíduos. Projetos dessa natureza provavelmente se tornarão cada vez mais importantes à medida que os requisitos de rastreabilidade, logística reversa e desempenho ambiental continuarem a evoluir.
11) O governo reforça as diretrizes sobre logística reversa para equipamentos eletrônicos.
Em julho, o Governo Federal publicou orientações sobre a logística reversa de equipamentos eletrônicos, enfatizando a importância de entregar os aparelhos a pontos de coleta, lojas, supermercados ou cooperativas de reciclagem, em vez de descartá-los com o lixo doméstico comum.
A logística reversa de equipamentos eletrônicos é uma das áreas mais sensíveis da Política Nacional de Resíduos Sólidos do Brasil, dada a presença de materiais com potencial de recuperação e componentes que exigem descarte ambientalmente adequado. Ampliar a coleta e o tratamento desses resíduos contribui para a redução dos riscos ambientais, a recuperação de materiais e o fortalecimento das cadeias de valor da reciclagem especializada.
12) A Lei de Incentivo à Reciclagem entra na fase final para apresentação de propostas em 2026.
O prazo para apresentação de propostas no âmbito da Lei de Incentivo à Reciclagem é 30 de julho de 2026. O mecanismo permite a apresentação de projetos focados em reciclagem, economia circular, inclusão produtiva de catadores de materiais recicláveis e desenvolvimento de cadeias de valor para recuperação de materiais.
A proximidade do prazo final deverá intensificar os esforços dos candidatos e potenciais patrocinadores. Após o processo de seleção, a eficácia do programa dependerá da capacidade dos projetos aprovados de obter financiamento, cumprir os requisitos formais e apresentar resultados mensuráveis em reciclagem, inclusão socioeconômica e redução de resíduos.